O Hospital São Lucas anunciou a suspensão do atendimento pelo SUS a partir do dia 31. A Santa Casa de Itabuna, que administra o hospital, alegou situação pré-falimentar e falta de condições financeiras para manter os serviços. O provedor Almir Alexandrino informou que a dívida do SUS com a instituição era de pouco mais de R$ 6 milhões e chegou a R$ 18 milhões. A dívida aumentou ainda mais após a municipalização, em novembro do ano passado.
A partir de primeiro de janeiro, o São Lucas atenderá apenas pacientes privados. O Hospital foi reaberto em 2009, durante a epidemia de dengue em Itabuna, com investimentos do governo do estado. O município atravessa uma das maiores crises na saúde. Há menos de dois meses, o Hospital São Judas, que atendia a pacientes psiquiátricos, também suspendeu o atendimento pelo SUS.
A direção alegou que a diária paga pelo SUS estava defasada. O Jornal das Sete, da rádio Morena FM, tentou falar com o secretário de Saúde de Itabuna, Éric Etinger, na quinta à tarde. Ex-provedor da Santa Casa, ele participa de reunião da CIB – Comissão Intergestores Bipartite, em Salvador. Um dos assuntos é justamente a crise na saúde de Itabuna.
Pela manhã, Ettinger se reuniu com membros do conselho de secretários municipais baianos, em Salvador. O secretário disse que busca, com o governo do Estado, uma solução para os serviços de média e alta complexidade. Pelos cálculos do secretário, o município deixou de receber, do governo do estado, cerca de R$ 15 milhões desde novembro, quando assumiu o comando único do SUS.
De acordo com o município, o governo federal pactuou repasses de R$ 9,1 milhões por mês, mas repassava pouco mais de R$ 7 milhões, gerando déficit de mais de R$ 1,5 milhão por mês. (Informações de Aregião)












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