Característica forte que sela, enobrece, gratifica e dar credibilidade ao ser humano é a virtude da obediência [...]. Segundo o dicionário Aurélio o verbete obedecer assim se exaure: ação, ou efeito de obedecer, ceder, cumprir, seguir e submeter-se. Entretanto, somos interpelados no hoje da história, a viver um peregrinar em Jesus. Afinal, quando assim o fizermos, nosso rumo, nossa vida, nossos projetos oníricos Nele ter-se-ão outros significados. Quando depositamos a obediência verdadeira nas mãos do Senhor possuímos outro modo de ser, nova direção [...]. Tal valor é imprescindível à existência humana, uma vez que precisamos ceder outra ação. Ou seja, é “morrer” uma vontade, para que a do outro consentida de um bem maior seja aderida, e dessa forma, todos cresçam em comum acordo.As nossas metas ganhar-se-ão completude e realização quando nos abrirmos ao desejo de Deus, onde as suas promessas são de fato, realizadas na vida de todo indivíduo que almeja um crescimento sistemático Nele. O ser humano obediente é diferente. Conduz sua vida de outro modo, gerindo-a com precisão e sendo sujeito de seu próprio existir. Dessa feita, o humano é o único sujeito que no limiar do tempo faz a história dele tornar-se-á conspícua. É preciso enaltecer: quando falamos que o homem obediente tem outro rumo, ratificamos: se lança em Jesus; e aqui, obtemos o diferencial [...]. Por quê? Com Deus somos tudo. É como diz um dos prefácios da Liturgia da Santa Missa: “em vós existimos, nos movemos e somos”, e à vida não é mais machucada, sofrida, mas é uma realização de uma obediência voltada ao divino operador de dádivas em nós.
Permeada dessa virtude, estar à Liturgia da Palavra deste final de semana, II domingo da quaresma, ei-la: (Gn 22,1-2.9a 10-13.15-18) destaca o teste de Deus a Abraão. Este leva o filho para sacrificar-se pensando: Deus jamais vai cumprir à promessa predita a mim. Pois bem. A intercessão do céu recai sobre Abraão que observa o carneiro que chega para o abate no lugar de seu filho, vendo, portanto, duas considerações exaltadas a ele e aos humanos como um todo: as promessas de Deus sempre são realizadas, podendo acontecer no aqui, agora ou no decorrer temporálico determinado por Ele sem hora e data pré- destinada. A segunda, o princípio inviolável da vida defendida por seu autor, Jesus Cristo, e a esperança que um filho pode trazer a um pai nas suas múltiplas formas, e neste caso, a felicidade de Abraão fora a permanência de seu filho complementando-o de glórias [...]. Esses testes hauridos da leitura supracitada configuram à nossa vida e o nosso modus vivendi. A Representação de nossa humanidade dar-se-á em Abraão, e não há como fugir. A segunda leitura de (Rm 8,31b-34) proclama: temos um forte defensor. Deus entregou seu Filho sem o balbuciar a cada um de nós para que nele pudéssemos ter nova vida [...]. Contudo, concluímos: quem será contra nós? As forças humanas provada nas intempéries da vida nunca vencerão a grandeza perene de um Deus que se dá a cada um ineuxarivelmente. O Evangelho figura-se na nuance do estar. O referido verbo é importantíssimo para ficarmos na presença do Senhor. O cenário é a transfiguração, e a mudança que Jesus faz na vida dos discípulos dando-os dignidade no seguimento do reino. Nela, ainda vemos o corroborar da fé e compreensão dos seus seguidores do perfeito cumprimento das obras do Pai. Moisés e Elias, figuras deste momento épico representam o Velho Testamento e os profetas, e vêem no Mestre a realização da vida deles. Como eles, podemos inferir: na obediência diária, queremos alicerçar nossa casa em Jesus, perfeito esparramador do Pai em nós. Ficando no Senhor encontramos a densidade aguda no autor do Cosmo- Jesus Cristo.
Por: Erinaldo César











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