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domingo, 29 de janeiro de 2012

FILOSOFANDO: A VERDADEIRA AUTORIDADE

Este é um dos temas postos em dialética no mundo hodierno, discutido entre os homens e as mulheres sobre quem detém a autoridade concreta, verossímil e quem sabe realmente aplicá-la. Pois bem. Estamos numa sociedade onde tal autoridade é colocada em cheque, por conta de tais questiúnculas por parte daqueles (as) que ocupam as mais altas autarquias, que ao invés de fazer jus o seu verdadeiro aplicativo denota-se em vulgarizá-la e deixá-la à mercê. Feito o presente pródromo, somos convidados com essas considerações a refletirmos onde estar à verdadeira autoridade [...].

A análise para isso partir-se-á da Liturgia de hoje, precisamente do Evangelho (Mc 1,21-28) da pregação teofânica de Jesus como um homem enviado do Pai, sendo a excelência em autoridade. Antes de aprofundarmos o referido pensamento do autor sagrado, convido à comunidade cristã a observar o evangelista Marcos para pudermos entender o seu contexto.

O Autor bíblico aparece entre o ano 70 d.C. onde é marcado a decadência do Tempo de Jerusalém no ano supracitado e traz consigo a filosofia do discipulado. Ou seja, sua meta, seu pensamento é o fazer-se discípulo. Nesse percurso, obrservar-se-á: ser epígono dar-se-á a simbiose entre um EU e um TU. Posto isso, Jesus continua sua missão de propagar o reino do Pai como seu seguidor fiel e, ademais, manifesta-se ao mundo a arte da Boa Notícia fazendo desta, o seu pão diário [...]. Assim, temos: difusão da conversão à humanidade. O episódio desse acontecimento está no templo, onde ao deparar-se com várias pessoas Jesus vê-se interpelado qual era a verdadeira preocupação dele com àquela turma, e daí se expressa: “sai dele espírito impuro”. Com essa célere frase, chegamos ao âmago do Evangelho de hoje: a verdadeira autoridade. Esta, não se refere ao luxo, ao poder, ao ter, ao esmagar-se, à exclusão das pessoas como fazem muitos de nossos irmãos, principalmente quando chegam a um poder.

Ao mesmo tempo, que vemos um ensinamento de uma autoridade exemplar como Ele, é-nos feito um brinde a olhar à vida como profetas, recomendação da primeira leitura (Dt 18, 15-20) chamando-nos a fazer presente o desejo de Deus: libertar e levar as pessoas para o Pai. Nossa missão deve ser libertadora, fortificadora de quem realmente recebe um encargo de Deus. Deuteronômio exorta-nos ao anúncio coerente daquilo que vivemos, para o mundo ser um habitar divino [...]. Precisamos urgentemente ser pessoas destemidas, audaciosas, para atendermos as palavras do apóstolo na segunda leitura (1 Cor 7, 32-35) ei-las: vivam no cuidado dos afazares divinos, cada um desempenhando sua missão, sua vida, seus dons, para que a libertação do corpo, da alma, não seja algo prófugo, mas um momento tácito para ouvirmos os auxílios do mestre, e assim, disseminemos no mundo a essencialidade messiânica.

Possuídas essas indagações, poderemos captar com mais precisão, onde estar à autoridade correta que molda-nos e faz-nos autênticos cristãos sequazmente de Jesus Cristo. Comprovar Nele, por Ele, com Ele a verdadeira autoridade que ampara, perdoa-nos e joga-nos em seu colo divino. Que o Senhor ajude-nos a aproximarmos Dele concomitantemente.
Boa meditação.

Por: Erinaldo César Silva (Filósofo de Euclides da Cunha)

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