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sábado, 21 de janeiro de 2012

FILOSOFANDO: CONVERSÃO E FÉ, ALICERCES DO CRISTIANISMO

A fé é a base essencial para o seguimento a Jesus e, sobretudo, para que os homens e as mulheres, de modo especial os cristãos, se convertam e creiam na sua proposta divina e libertadora. Falamos da fé, porque é a fonte de nossa crença em Deus, por meio da qual buscamos um caminhar sério e paulatino no percurso do mestre. Contudo, este ano é- nos oferecido a oportunidade de meditarmos sobre o Ano da Fé e olhar este horizonte precioso em nossa missão e caminhada que fazemos com Jesus[...]. O santo Padre, o Papa Bento XVI oferece-nos essa oportunidade de uma meditação profundíssima sobre nossa caminhada de fé até aqui com a carta apostólica normativa de motu próprio como porta. O beatíssimo Pai orienta-nos a uma conversão de nossa vida cristã e ver a porta verdadeira que estamos trilhando como filhos amaríssimos de Deus. Faço esse preâmbulo neste dia sobre tal temática, para compreendermos o que dizem as leituras de hoje sobre conversão e fé.

Enaltecida a parte da fé, veremos a Conversão, ei-la: é um arrependimento total de si. É um modo que possuímos como humanos na totalidade de voltar mais para nós e pedir perdão ao Senhor daquilo que não agradou à natureza divina. É indubitavelmente uma oportunidade de viver novamente como pessoas autênticas dispostas a abraçar uma causa. Logicamente, isso é mais intrínseco aos cristãos porquê esses escutam com mais frequencia esse termo e são chamados a praticá-lo [...]. Notadamente, se assim o fizermos, somos subrentado num contato símile com o Senhor. Convinha, para uma aproximação de uma contemporaneidade implantada nos novos tempos, com a realização do Santo Concílio Vaticano II, o Santo Padre, na sua abertura pedia-nos: olhemos para o futuro como uma Igreja misericordiosa. Posto a prezada elucidação, caminhamos como uma nova Igreja, auscultando os sinais dos tempos e percebendo a beleza de um Deus que intercede em favor de nossa humanidade, percebendo a formosura da criação até a encarnação na história. Nesta nova forma de observar o mundo, a conversão far-se-á precisa, não só como um olhar de arrependimento, mas como uma revisão de uma vida errante, que se reconhece assim, mas querendo aproximar-se do Senhor. Converter para crê é o desejo de Deus a nós.


Suplantados nesta via, entenderemos àquilo que vivenciou a comunidade de Nínive na primeira leitura de hoje: (Jn 3,1-5.10) Nínive era uma cidade imersa no pecado, na maldição, na prostituição e na falta da vivência humana como um todo [...] Daí surge Jonas que atende o Senhor para visitar a comunidade dos ninivitas pregando a ela a libertação e a vida. Jonas propõe o novo anúncio, a boa vivência, a nova era, a pedagogia de Jesus, e prescreve a reflexão nossa: conversão. Converter Nínive é missão principal para ele e principalmente para cada um dos seres humanos, porque olhamos nossa humanidade [...]. Esta é frágil e pecadora e precisa-se ser revisada com preciosidade para uma aproximação mais afinca com Jesus. Na conversão pedida por Jonas, não estar presente só o apelo de arrependimento da cidade, mas os humanos como jóias preciosas do Senhor. No evangelizar deste profeta prescreve-se: os humanos olhem para si, busquem crescer e viver com Jesus. O tempo é breve como recomenda-nos a segunda leitura (1Cor 7,29-31) e as metas traçadas por nós no mundo devem ser analisadas com coerência porque tudo o que há nele passa. A questão temporálica é muito importante, pois nos chama à profundidade de nosso ser para a observância dos nossos afazeres [...]. Já é sabido: tudo o que ele nos oferece passa, recorda-nos o apóstolo; só não tem fim são os auxílios divinos. Cabe-nos, por conseguinte, buscar o Senhor enquanto se aproxima de nós. Somos iminetimentes convidados a estar contíguo com o mestre e fazê-lo de nossa vida, caminhada e missão, seus lugares preferenciais. Esta, aliás, deve ser habitat de Deus [...] A casa humana é a mais essencial para o divino tomar posse, e fazer-se a esponsalidade perfeita com a humanidade.


Embalados assim, o tempo é agora como nos diz o Evangelho (Mc 1,14-20) “completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo”. O referido evangelista exorta-nos à vivência do discipulado. O seu autor alude à temática do fazer-se discípulos. No contato permanente nos aprofundamos na escola messiânica e somos fortificados na missão. Não existe missão sem uma aproximação sólida com o mestre do qual nos tornamos epígonos. É preciso entender a dinâmica do discipulado, para apalpar-nos do ensinamento consistente e desse modo evangelizar. O tempo verdadeiro é esse: fazei penitência, se converta, Jesus estar chegando [...] Tais considerações são possíveis graças à nossa fé e conversão. Com elas chegaremos próximos de Jesus e o seguiremos sem balbuciar o anúncio do seu reino. É preciso pescar adiante obedecendo ao desejo divino; para que isso ocorra uma mudança radical de vida é necessária. Neste auspício, nos aproxima ademais o clamor da liturgia de hoje para as práticas quaresmais que no próximo mês haveremos de celebrar. Que nossa fé e conversão sejam nos novos tempos mantidas com integridade pelos cristãos hodiernos e essas de fato, se tornem as bases do cristianismo no hoje da história.


Por Erinaldo César (Filósofo de Euclides da Cunha)

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